Saiba sobre as cooperativas de reciclagem.

Saiba sobre as cooperativas de reciclagem.

23 de agosto de 2019 0 Por ivegetal

Nos países em desenvolvimento, as cooperativas de catadores de materiais recicláveis ​​são apresentadas como um modelo de política pública para o gerenciamento de resíduos sólidos urbanos com potencial reciclável. 

Eles são uma parte fundamental da cadeia de recuperação de recursos. Assim, este estudo propõe um método para auxiliar na análise do desempenho gerencial das cooperativas em suas atividades operacionais na cadeia de reciclagem: na gestão de coleta de resíduos, na gestão da produção, na gestão do marketing de resíduos e como instrumento de inclusão social. geração e redução de MSWRP. 

Para exemplificar a aplicação do método, foram realizadas pesquisas longitudinais sobre algumas características das cooperativas de uma cidade de porte médio no Brasil. Para o tratamento dos dados, foram utilizados os modelos DEA-SBM, a regressão de Tobit e o teste de Kruskal-Wallis. 

Os resultados indicaram que as cooperativas são heterogêneas, com diferentes níveis de desempenho gerencial e organização administrativa. Isso apresenta dificuldades de comunicação e gera disparidades no aluguel pago pelos centros de coleta dos caminhões de coleta. Em alguns casos, as cooperativas são organizadas com setores administrativos separados, enquanto em outras, todas as funções administrativas são desempenhadas pelo presidente. 

Os resultados também indicaram a necessidade de manutenção e aumento de ações públicas para integrar as cooperativas e catadores com o objetivo de garantir maior controle na coleta, produção e comercialização dos RSMSR. Isso é importante, pois melhorias nos desempenhos gerenciais das cooperativas em seu OARC são fundamentais para sua sobrevivência e melhoria da qualidade de vida de seus membros.

Sobre as Cooperativas.

O lixo sólido é um grande desafio urbano em todo o mundo e a recuperação dos recursos incorporados nos fluxos de resíduos, envolvendo recicladores organizados, é uma resposta inteligente a ele. 

Recicladores informais e organizados, principalmente no sul global, já atuam como importantes mineradores urbanos na recuperação de recursos. O artigo descreve as complexas operações das cooperativas de reciclagem e chama a atenção para suas contribuições econômicas, ambientais e sociais. 

Uma discussão detalhada, baseada em dados empíricos da rede de reciclagem COOPCENT-ABC, na região metropolitana de São Paulo, contextualiza essa forma de mineração urbana. A análise está situada na teoria da Economia Social e Solidária (ESS) e Economia Ecológica (EE). 

As cooperativas exercem um trabalho fundamental e não são reconhecidas.

Os desafios atuais relacionados ao planejamento, políticas públicas e implementação de reciclagem cooperativa são analisados ​​no nível dos recicladores individuais, cooperativas, municípios e internacionalmente. Ainda há muitos obstáculos para o setor informal e organizado de reciclagem se tornar reconhecido como um ator importante na separação eficiente de materiais e ampliar essas atividades para uma contribuição efetiva para a ESS e EE. 

Políticas precisam estar em vigor para garantir relações de trabalho justas e seguras. Há uma situação em que todos ganham, onde as comunidades e o meio ambiente se beneficiarão da mineração urbana organizada.